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7 tarefas que todo gestor de marketing precisa delegar

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Qual tipo de gestor é você? É daqueles que gosta de colocar a mão na massa? Prefere fazer você mesmo do que repassar para a equipe? Assume todas as demandas e responsabilidades que pode?

Sinto lhe dizer, mas talvez seja hora de você rever a forma que trabalha. Querer “abraçar o mundo” e centralizar todas as ações em si próprio não é algo positivo - nem para você e, muito menos, para a sua equipe de marketing.

Uma das qualidades de um bom líder é conhecer sua equipe e as potencialidades de cada um para explorar isso de uma forma positiva. Ou seja, sabendo quais afazeres e quais funções cada um pode desempenhar para poder delegar da melhor maneira.

Quanto menos tarefas operacionais você desempenhar, melhor. Quanto maior a autonomia e produtividade da equipe, mais ela crescerá. Assim como seu mérito como gestor, ao permitir que isso acontecesse.

Mas quais das tarefas que você se depara todos os dias podem, de fato, serem delegadas? Quais realmente precisam ser realizadas por você? Essa é uma dúvida que muitos coordenadores e gestores têm.

Para acabar com isso, confira a seguir 7 tarefas que você precisa delegar para o seu time de marketing - especialmente para o digital, que é o nosso caso!


Ps.: essa leitura você não precisa delegar.

 

1. Tarefas operacionais

Nao sei como foi sua trajetória até você chegar onde está, há quanto tempo ocupa um cargo de gestão ou qual sua forma de trabalhar. Mas é bem possível que você tenha um costume bem comum entre coordenadores e gerentes: colocar a mão na massa mais do que deveria.

Mesmo gestores experientes ainda se veem caindo no erro de realizarem várias tarefas operacionais/técnicas. Tarefas que deveriam ser evitadas. Tarefas que deveriam ser delegadas para a equipe, para o profissional que possui essa função no seu organograma.

Criar campanhas e artes, fazer otimizações de SEO, montar emails marketing,... Essas não são mais suas funções - pelo menos, não as principais. Suas preocupações e responsabilidades são outras.

“O gestor precisa estar envolvido com questões mais estratégicas. Só se envolver tecnicamente quando realmente é necessário”, destaca Marcelo Trigo, diretor de inbound da CreativeBizz, que há mais de 10 anos lidera equipes de projetos digitais.

Nem todo profissional excelente na parte técnica será um bom gestor. E esse é um dos motivos: é possível que ele continue querendo fazer o que sabe. E não gerenciar, organizar, planejar… e delegar.

 

2. Gestão de tempo e atividades

Enquanto gestor, você tem nos ombros o peso de fazer com que sua equipe funcione e produza aquilo que dela se espera. Para isso, também recai sobre você o trabalho de organizá-la e fazer todo o gerenciamento das tarefas, prazos e afins.

Mas será que é necessário que você defina quando cada profissional irá lidar com determinado projeto e executar cada tarefa? Será mesmo?

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Pois é, fazer toda essa organização de agenda certamente é algo que demanda esforço e tempo. Pense em quanta coisa você poderia estar fazendo enquanto executa algo que... poderia ser repassado para cada membro do seu time! 

Porque é muito mais produtivo que você deixe essa tarefa para cada um fazer por si só. É bom para você, que poupa bastante tempo nisso, e também para cada profissional da equipe, que pode cumprir cada missão que possui no momento que lhe for mais conveniente. 

Claro, porque cada um tem seu tempo. Será que o seu designer não produz melhor pela manhã e prefere deixar alterações menores para o fim da tarde? Ou que o redator gosta de lidar com os grandes desafios e aqueles textos mais complicados no início da semana, quando está mais descansado?

Então deixe que cada um escolha quando vai fazer cada coisa! Acaba sendo muito melhor que você apenas repasse para a equipe periodicamente (seja semanalmente, quinzenalmente ou mensalmente) o que deve ser feito, os prazos e quantas horas estão alocadas para cada tarefa.

Aí, cabe a você apenas gerenciar e ver se tudo está fluindo como o planejado.

  

3. Tomar decisões

Mesmo sendo gestor e tendo em mãos a responsabilidade de tomar várias decisões diariamente, nem todas as decisões precisam ser de sua incumbência. Você não precisa - e não deve - estar à frente de tudo.

Desta forma, estará sujeito a ficar sobrecarregado e mais propenso a fazer escolhas equivocadas. Além, claro, de frustrar a sua equipe em vários aspectos.

Algumas decisões podem, sim, ser tomadas por algum outro profissional. Alguém que está lidando diretamente com um projeto e tem como encarar essa responsabilidade sem maiores problemas, por exemplo.

Dê autonomia para que algumas questões sejam resolvidas sem que você tenha que se envolver tanto. Assim, ao mesmo tempo, você estará poupando esforços desnecessários e ainda estará valorizando quem "carrega o piano" todos os dias naquele projeto.

Deixe claro que certos tipos de decisão serão tomadas pela equipe e quais as responsabilidades de cada um diante disso.

 

4. Descascar o abacaxi

Existem problemas que devem ser resolvidos por você. Há aqueles outros que saem da sua alçada e precisam ser resolvidos por um superior seu.

Mas às vezes também aparecem aqueles que não precisam subir a cadeia hierárquica e que podem ser resolvidos pela própria equipe.

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Não é raro que defina-se dentro de empresas e agências que todo e qualquer problema precise ser repassado ao gestor. Afinal, culturalmente é nessa pessoa que acaba se centralizando esse tipo de dever.

E o que acontece? Emails e mais emails enchem sua caixa de entrada, várias pequenas reuniões tomam seu tempo... E os problemas acabam se acumulando, demorando mais do que o necessário para serem resolvidos. 

Nesse meio tempo, porém, as adversidades já poderiam ter sido contornadas por algum profissional qualificado que já está lidando diretamente com aquele projeto e/ou cliente que apresentou algum contratempo.

O abacaxi já poderia ter sido descascado sem que você tivesse que se envolver. 

É por esse motivo que dar a liberdade e autonomia para que outras pessoas resolvam determinados tipos de situação é um ponto positivo para o gestor.

 

5. Contato com o cliente

O relacionamento com o cliente é uma etapa bastante importante para qualquer empresa. Esse ponto de contato é, na verdade, crucial e influencia muito a opinião do seu consumidor. Se ele tiver uma experiência ruim, é bem possível que a imagem do seu negócio saia arranhada e comprometida.

Mas, pensando por esse lado, será que todos os contatos com os clientes precisam necessariamente ser feitos por você? 

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Assim como nos tópicos anteriores, a centralização de tarefas em apenas uma pessoa - no caso, você - é prejudicial à produtividade da equipe como um todo e influencia o andamento dos projetos.

Por que apenas um coordenador ou gerente, por exemplo, devem lidar com os clientes independente de qual seja o assunto? Será que essa pessoa consegue resolver algo mais técnico, se necessário? Não é melhor que um analista que está em contato com aquele projeto todos os dias tire as dúvidas ou troque informações com o contratante?

De novo, isso ajuda a aliviar a quantidade de tarefas que estão sobre seus ombros e faz com que todo o processo se dê de forma mais otimizada e eficiente.

Se o "receio" é por um possível mau atendimento ou algo do tipo, treine sua equipe para evitar que essas situações apareçam. E peça feedback constante dos clientes para aparar qualquer aresta que esteja proeminente.

Mas existem limites, é claro. Sua equipe também precisa ser blindada para evitar que passem o dia todo atendendo clientes ou que recebam "bombas" que deveriam estourar nas suas mãos sem atingir o resto do time. É questão de equilibrar as coisas. 

 

6. Planejamento

Da mesma forma que existem aqueles gestores que ainda costumam realizar muitas tarefas operacionais ao invés de delegar para algum especialista da equipe, também encontramos aqueles que fazem o mesmo com a parte mais estratégica do projeto: o planejamento das ações.

Como se isso não fosse "colocar a mão na massa" (lembre-se do primeiro tópico!) e como se essa não fosse uma missão a ser repassada para o seu time...

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Para um trabalho de mídias sociais, por exemplo, não é melhor que o próprio analista de mídias sociais - e quem mais estiver envolvido no projeto - pense no que será feito e desenvolva o planejamento? Isso cabe para qualquer estratégia e serviço que sua empresa realiza.

Não significa que você não irá saber o que está acontecendo - e que arcará com a responsabilidade daquilo caso não funcione mais para frente. Mas é que se torna muito mais assertivo e produtivo você monitorar o que é feito, dar conselhos e trocar ideia sobre aquilo, do que efetivamente fazer.

Até porque o analista não é apenas a parte "braçal" do processo, não é só o executor. Como especialista da função que desempenha, ele também tem o know-how para pensar no projeto como um todo e planejar. 

Ou seja, delegue essa função para a sua equipe e apenas atue monitorando e orientando, caso seja necessário. É positivo para você, é positivo para o seu time de marketing. 

 

7. Revisão e aprovação

Vamos supor que você seguiu todos os passos apresentados até aqui, do início ao (quase) fim do processo. Deixou que o planejamento fosse feito pelos especialistas, deu a cada um a liberdade de organizar as tarefas, se envolveu o mínimo possível na parte técnica, deu autonomia para a tomada de decisões e resolução de problemas...

Mas ainda falta uma parte para você tirar nota 10 em delegação de tarefas: como é realizado o processo de revisão e aprovação do que está sendo feito?

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Se você respondeu que tudo tem que passar por suas mãos e ser caneteado por você antes de ir pro ar ou ser entregue para o cliente... sua resposta está ERRADA. Assim como tudo que foi apresentado até aqui, centralizar tudo não é a melhor opção.

Essa é outra função que você pode delegar para outros integrantes da sua equipe. Seja para dar o "ok" em algum texto, em artes, anúncios, campanhas...

Porque assim você consegue evitar mais um tipo de tarefa operacional que faz mais sentido algum profissional especializado naquela área realizar. É também mais uma forma de se valorizar o trabalho da equipe e se demonstrar a confiança que se tem nela.

Caso alguma dúvida apareça ou haja algum eventual problema no serviço realizado, aí sim você entra em ação. 

 

Hora de delegar - com cuidado!

Na teoria, tudo é muito bonito. Para funcionar na prática, porém, é preciso tomar alguns cuidados e prestar atenção em pontos fundamentais. O primeiro deles é ter KPIs (key performance indicators, ou “indicadores-chave de desempenho”) bem definidos para acompanhar os resultados dessas ações.

Porque não adianta você delegar todas as tarefas, como manda o script, se os resultados não aparecerem e se os processos não se tornam melhores. O objetivo é justamente esse: tornar tudo mais produtivo e eficiente.

Outra questão bem importante: a sua equipe precisa ser qualificada para conseguir lidar com maestria diante de todas as tarefas e desafios. Inclusive, fica como dica esse outro post de como ter uma equipe de marketing digital acima da média.

Mas, claro, não adianta ter qualidade se o time não estiver comprometido e engajado com sua forma de liderar. Cuidado com isso! “Caso contrário, descentralizar que era para ser uma solução vira um problema”, pontua Marcelo Trigo.

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E aí, o post te ajudou a ter alguns insights e a pensar em algumas melhorias que podem ser feitas para otimizar a gestão da sua equipe? Acha que esse material pode auxiliar outras pessoas? Então compartilhe-o em suas redes sociais

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Por hoje, é isso. Um abraço e até a próxima!